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Maslow e a Teoria da motivação humana – Parte 3

Posted by Robson Nery Souza Garcia em terça-feira (6), outubro, 2009

Para quem não acompanhou, segue o link para parte 1 e parte 2.
Maslow e a teoria da motivação humana – parte 1
Maslow e a teoria da motivação humana – parte 2

Vamos agora terminar o artigo e falar sobre as necessidades mais alto nível da pirâmide de Maslow: Amor e Relacionamento; Estima e Realização Pessoal. Acho que são necessidades colocadas como alvo por todos, mas também são necessidades vistas como inalcançáveis. Talvez por este fato, a teoria de Maslow seja tão realista, pois prevê um ciclo das necessidades, assim que uma é alcançada elegemos outra prioridade em nossas vidas (pessoal e/ou empresarial).

maslow_amor_relacionamento

As necessidades de amor e relacionamento são as necessidades que o ser humano tem de afeto, carinho, aceitação social. Os pontos-chave deste nível da pirâmide são os amigos e a família. É uma busca constante do ser humano, os laços familiares alimentam essa dependência e a rede de relacionamentos é sustentação para um reconhecimento social. Reconhecimento este que não reflete ser um destaque social (veremos isto mais adiante) mas sim, em estar inserido na sociedade, fazer parte dela. Ser reconhecimento como um membro integrante de uma rede.

Se sentir em uma família no seu ambiente de trabalho também é uma necessidade real. As pessoas têm necessidade de permanecer em grupo, por isso, encontramos hoje em dia várias “panelinhas” nas empresas. E cada grupo desenvolve suas estratégias para permanecer forte perante a empresa e assim, o alinhamento entre as ações dos grupos quase sempre não está posicionado com os objetivos estratégicos das organizações. Os conflitos de interesse são constantes, e logo logo veremos a contaminação do ambiente.

Mas como manter os colaboradores em família? Criando uma grande família, onde cada membro tem uma participação fundamental na manutenção familiar. Mas nada é perfeito, e como nas famílias, sempre haverá conflitos, mas existe sempre uma hierarquia e um apaziguador. O papai sempre tenta gerenciar os conflitos sem favorecer um filho.. e assim devemos proceder, sem deixar ninguém mal amado em nossa grande família. Um filho mal amado, sempre vai procurar amor em outro lugar !

maslow_estima

Este nível retrata a fase mais bonita do ser humano. A auto-estima! É um estado de consciência. Nessa necessidade procuramos ter um nível maior de conhecimento, de respeito por parte dos outros, realização de conquistas pessoais, respeitar os outros. Com a satisfação dessas necessidades chegamos a autoconfiança, uma geração de sentimento de auto-estima, de capacidade emocional e intelectual. Nesta fase se aplica o reconhecimento por parte dos demais indivíduos do seu convívio.

Particularmente, é a necessidade que mais gosto de ajudas as pessoas a alcançar. E o retorno também é muito satisfatório. Atos simples dentro das organizações ajudam as pessoas a conquistarem esta tão procurada estima. Um simples elogio, um segundo para ouví-las, agradecimento às suas ações (mesmo que você ache que já está pagando), um bom dia.

Lembro-me de quando fui contratado por uma empresa para um cargo de nível alto na hierarquia da empresa, saí de Minas para esta empresa e no primeiro dia, cumprimentei todos e parei prá conversar com a faxineira, uma senhora. E da mesma forma no segundo e no terceiro dia. Foi então que, no quarto dia, um funcionário da parte administrativa perguntou se podia me fazer uma pergunta e prá minha surpresa a pergunta foi: “Como que você, com um cargo alto na empresa, pode parar prá conversar com a faxineira ??”. Fiquei abismado e respondi: “Como seria seu dia se ela não estivesse aqui ?” Parem e reflitam: o que você pode fazer para tornar o dia de seus companheiros mais agradável ?

maslow_realizacao_pessoal

Como alcançar o todo da pirâmide ? Parece tão alta, tão distante. Moralidade ? Ausência de preconceito ? Aceitação dos fatos ? É, realmente complicado subir tão alto. Ainda mais com tantas outras necessidades a alcançar antes de querer chegar ao todo. Este nível não é alcançável sem experimentar os demais níveis, e que o alcança consegue, mesmo que por instantes de tempo, uma plenitude !

É, são colaboradores com este nível de motivação (procurando o topo da pirâmide) que fazem as organizações prosperarem. Cuidado para não dificultar esta escalada identificando erroneamente estes indivíduos como ameaças aos objetivos estratégicos. Quantas vezes não encontramos aqueles funcionários que tem um excelente salário, tem reconhecimento, é dedicado ao seus deveres, mas mesmo assim, se preocupa com as pessoas ao seu redor, se compromete em melhorar sempre, mesmo que não seja assuntos de sua competência. Claro que nem sempre serão “resolvedores”, mas se bem assistidos, poderão fazer da equipe um verdadeiro time.

Gosto de fazer uma analogia com o Zidane, craque da seleção da França. Meio de campo consagrado… uma facilidade para distribuir o jogo, organizar os jogadores, democrático nas ações, sereno, resolve qualquer problema… é.. sei que estão pensando naquela cabeçada que, provavelmente tirou a chance da França de conquistar um novo título mundial. É aí que o ciclo recomeça. Claro que não nessa proporção…

Um passo de cada vez, continue escalando sempre para alcançar o topo.

A teoria de Maslow é bastante ampla, e se enquadra bem na maioria dos casos. Um questionamento sobre esta teoria é que, nem sempre a motivação humana está centrada em suas próprias necessidades. Contra exemplos para a teoria seriam pessoas que se dedicam ao próximo ao máximo, esquecendo de suas necessidades e priorizando as necessidades alheias. Particularmente, acho que estas pessoas se enquadram lá no topo da pirâmide!

4 Respostas to “Maslow e a Teoria da motivação humana – Parte 3”

  1. Kathcilene said

    Parabéns pela iniciativa de escrever, ou melhor, por doar um pouco do seu tempo fazendo que leitores passem a perceber a necessidade de ver a vida e tudo o que nela contém, como família, amigos, trabalho, de uma forma diferente. Li e adorei!

  2. […] Maslow e a Teoria da motivação humana – Parte 3 outubro, 2009 3 comentários 5 […]

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